quinta-feira, 17 de agosto de 2017

FELICIDADE OU MORTE

Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal debatem em livro a busca constante do ser humano pela felicidade

A felicidade normalmente é associada a um momento da vida que dura certo tempo e tem certa intensidade. Em Felicidade ou morte (Papirus 7 Mares, 96 pp., R$ 29,90), Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal passeiam pela história e pela filosofia para pontuar como cada época e cada sociedade estabelecem sua própria definição das circunstâncias para o que seja uma vida feliz. E questionam se, sendo livres para escolher entre tantas possibilidades, estamos de fato mais próximos desse ideal.

“Obviamente, a felicidade e sua ausência foram definidas em cada época de uma forma, mas o mais curioso é que nem todas as épocas colocaram a felicidade como meta a ser atingida”, observa Karnal. “Por isso, eu concordaria que a infelicidade é uma ocasião para repensar estratégias, e que esse ‘castelo da felicidade’ possa ser construído com pedras variadas, inclusive com grandes fracassos”, continua o historiador.

Clóvis chama a atenção para a necessidade de lutar pela alegria no mundo como ele é, um “mundo de forças”, “de caos”. E afirma: “Você é o gestor da própria trajetória. Não patrocine para si mesmo uma vida triste. Até prova em contrário, esta vida é única e você tem as rédeas da própria trajetória nas mãos”.

O livro é resultado de um encontro feliz entre os dois autores, que não deixam de tocar em aspectos mais desafortunados do tema, presentes quase como uma sombra indissociável de nossa condição humana. Portanto, seja feliz ou morra tentando... Que esse livro possa ajudá-lo nessa busca!



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Desmame precoce e as relações familiares e sociais das crianças no mundo moderno

“Não é só o ato de dar o leite, mas o emocional da mãe, o apoio dos familiares, dos parentes, social... tudo isto é amamentar. O aleitamento materno não protege só a criança, é comprovado por estudos que também produz defesas para a mãe, previne de uma série de doenças, além de criar um vínculo fundamental para o desenvolvimento deste bebê”. 
JOSÉ MARTINS FILHO, ontem, em São José do Rio Preto

terça-feira, 8 de agosto de 2017

BOM DIA!



Sobre o tempo e a eternidade - "Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida. Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo um jogo de luzes coloridas projetado numa tela. Você sabe que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri, chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens como se fossem realidade. Mas, se você não se entregasse por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as duas horas as luzes se acendem, você sai da loucura e caminha solidamente de volta para a realidade."

Quem não está louco é quem desconfia dos seus pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que aparece projetado na tela da consciência, sejam a verdade. A razão é desconfiada. (Rubem Alves)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO



"Quem amamenta sabe que amamentar envolve doação, entrega, dedicação, presença atenta, solicitude. Envolve nos doarmos para isso, para alimentar nossos filhos e aumentar, a cada dia, a cada mamada, mais um pouquinho do vínculo. Envolve o querer do filho e o querer da mãe." Ligia M. Sena

Mulheres que viram mães - Mulheres podem ser muitas coisas. Algumas se tornam mães. Dessas, muitas desejaram a maternidade desde sempre; outras, não. Para estas últimas, a maternidade não era um objetivo de vida e, mesmo assim, de maneira inesperada, surpreendente, até meio apavorante, aconteceu.

Esse livro é fruto da descoberta da maternidade por uma moça que não a tinha entre seus planos de vida, que nada sabia sobre crianças, gestação, parto, educação, empoderamento, feminismo e autonomia. E que decidiu mergulhar nesse mundo cheio de angústias, medos, inseguranças, dificuldades e cobranças, mas também de beleza, amor, música, sorrisos, abraços, dentinhos, passinhos, peitos cheios de leite, lutas, ações mobilizadoras e criança correndo por perto. Aqui, estão reunidas suas reflexões acerca de gestar, parir, nascer; amamentar e alimentar; criar e amar; e educar com afeto.

A autora faz um convite a um olhar amoroso, questionador e disruptivo sobre a maternidade, para que ela seja uma ferramenta de promoção da autonomia das mulheres, incluindo nesse processo as sementes que, germinadas, as ajudaram em sua transformação: suas filhas e seus filhos.