terça-feira, 18 de setembro de 2018


ENSINO FUNDAMENTAL: DA LEI DE DIRETRIZES E BASES À BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Lançamento da Papirus convida a repensar o ensino fundamental em tempos de BNCC


A fim de fomentar o debate em torno das políticas públicas voltadas ao ensino fundamental, especialmente com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Papirus Editora lança Ensino fundamental: Da LDB à BNCC (272 pp., R$ 59,90). Essa obra, organizada por Ilma Passos de Alencastro Veiga e Edileuza Fernandes da Silva, analisa a prática docente na sala aula, resgatando a função social da escola, fortalecendo a valorização e o comprometimento de todos com as ações coletivas de ensinar, aprender, pesquisar e avaliar no processo didático.

“São muitos os caminhos possíveis para se garantirem a busca e o compromisso do professor com a renovação pedagógica no sentido de resgatar o diálogo e a inter-relação entre as disciplinas do currículo”, explica Nereide Saviani, doutora em História e Filosofia da Educação pela PUC-SP, no Prefácio. Como ela ressalta, “as mudanças vivenciadas no contexto da sociedade, hoje globalizada, têm exercido influência em todos os níveis de ensino”.

O livro está dividido em cinco partes: a primeira busca desvendar o ensino fundamental no Brasil, sua legislação, sua história, seus princípios e o trabalho pedagógico. A segunda parte coloca em enfoque as linguagens como formas de representar o mundo e socializar pensamentos. A terceira volta-se para a matemática como conhecimento que se forma com a necessidade dos seres humanos de buscar respostas às questões e às situações por eles vivenciadas. A quarta trata da articulação entre ciências, cultura e tecnologia, visando a uma postura interventiva no mundo. A quinta e última parte defende a construção da história e da geografia em articulação favorável ao pensamento crítico.

Destinado a professores e gestores da escola básica, além de estudantes de licenciatura, Ensino fundamental: Da LDB à BNCC discorre sobre currículo, gestão democrática e projeto político-pedagógico – elementos, segundo as organizadoras, “primordiais para se pensar o trabalho escolar, favorável à permanência dos estudantes na escola, mas também e fundamentalmente à qualidade da educação”. Esse é o grande desafio!

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Sobre as organizadoras:

Ilma Passos de Alencastro Veiga, doutora com pós-doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é professora titular emérita da Universidade de Brasília (UnB) e atua como professora e pesquisadora do Centro Universitário de Brasília (Uniceub). Pesquisa nas áreas de formação de professor, didática, educação superior, docência universitária e projeto político-pedagógico. É membro da Comissão de Supervisão Pedagógica dos cursos de formação de professores na área de pedagogia da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu-MEC).


Edileuza Fernandes da Silva, pedagoga, mestre e doutora em Educação, é professora na área de didática fundamental e membro do corpo permanente de docentes do Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (PPGE-FE-UnB), na linha de pesquisa profissão docente, currículo e avaliação. Possui experiência na educação básica, tendo atuado como subsecretária de educação básica. É líder do grupo de estudos e pesquisa sobre Marxismo e Formação do Educador (MarxEduca), cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


O FUTURO NÃO É MAIS COMO ERA ANTIGAMENTE
Mario Sergio Cortella e Pedro Bial oferecem em livro importantes reflexões para repensar a juventude de hoje

Vivemos dias velozes, em que parece não haver lugar para o passado, apenas para o futuro. Percebemos a juventude se aproximando e se apropriando de referências e comportamentos de gerações anteriores. Buscando entender esse fenômeno, a Papirus 7 Mares lança Gerações em ebulição: O passado do futuro e o futuro do passado (128 pp., R$ 34,90), fruto de um delicioso bate-papo, pontuado por referências históricas e culturais, entre o filósofo Mario Sergio Cortella e o apresentador Pedro Bial, que falam sobre juventude, ansiedade, ócio, rebeldia, militância política e empreendedorismo.

“Parece que nós perdemos alguma coisa em algum lugar ao dizer que ‘o futuro não é mais como era antigamente’”, afirma Cortella. “Vejo isso talvez como uma certa melancolia que é própria do caráter brasileiro”, complementa Bial. Por melancolia ou mesmo desilusão com o futuro, os jovens têm voltado seu olhar para trás, idealizando um passado que, talvez, não tenha sido como imaginam. “O objeto de desejo de quem tem 20 anos é retomar um tempo que nós, que estávamos com 20 anos naquele presente que ele deseja, não queríamos”, observa Cortella.

Para o filósofo, o problema é que falta à juventude, hoje, a ideia de uma causa.  “É uma juventude pós-fé, pós-ideia de vida eterna”, completa Bial. Os autores observam que se valoriza cada vez mais a instantaneidade, o aqui e agora, o que gera muita ansiedade. Mas “é no cotidiano que vamos nos resolvendo, e não no carpe diem”, ressalta o apresentador. Para Cortella, “a ausência dessa causa, portanto, a vivência do carpe diem como sendo uma eternidade, uma continuidade, um contínuo, um moto-perpétuo que renova a si mesmo, é produtora de melancolia”.

Nesse contexto, Bial percebe muitos jovens se envolvendo com militância política, mas por modismo, como se ela fosse uma rebeldia obrigatória da idade: “Estou vendo a garotada idealizar a militância política quando o exercício da política institucional é mais território de profissionais, seja de políticos, gestores de políticas públicas ou lobistas. Não vou julgar nem recriminar quem se engaja em causas que considera nobres, mas vejo, por exemplo, mais resultados transformadores sobre a realidade na atuação de jovens empreendedores, que geram riqueza e desafiam o Estado de maneira efetiva e radical – e também política!”.

Para o apresentador, é importante conservar o que funcionou, construir em cima do que já foi construído, e não destruir. “Se você não tem passado, não tem também vida futura”, pondera. No entanto, é preciso tomar cuidado com a mitificação do idoso, que é tão danosa quanto a mitificação do jovem. “Dizer: ‘Meu mundo era bom’, ou, com a ideia de que o mundo que vale é este que está sendo feito agora: ‘Esse passado, seu tempo, não presta’, isso é esquecer a história. E esse esquecimento da história faz mal para todos, sem exceção”, lembra Cortella. Portanto, não se deve desprezar a vivência das pessoas com mais idade, nem a capacidade de conteúdo dos mais jovens. “Para mim, um mundo aprazível é aquele em que uma geração não ofende a outra”, conclui o filósofo.

Gerações em ebulição: O passado do futuro e o futuro do passado é um livro que deve agradar tanto aos mais jovens quanto aos mais velhos de idade!

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Sobre os autores:

Mario Sergio Cortella nasceu em Londrina (PR), em 1954. Filósofo e escritor, tem mestrado e doutorado em Educação pela PUC-SP, onde atuou como professor titular por 35 anos (1977-2012). É professor convidado da Fundação Dom Cabral (desde 1997) e lecionou na GVpec da FGV-SP (1998-2010). Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (1991-1992), tendo antes sido assessor especial e chefe de gabinete do professor Paulo Freire. É autor de diversos livros nas áreas de educação, filosofia, teologia e motivação e carreira.



Pedro Bial nasceu no Rio de Janeiro, em 1958. É jornalista, escritor, cineasta, poeta e apresentador. Atua principalmente na televisão, sendo conhecido por ter apresentado os programas Fantástico, Big Brother Brasil e Na Moral. Atualmente conduz o talk-show Conversa com Bial, na Rede Globo de Televisão. É autor de vários livros.

DICIONÁRIO CRÍTICO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS E DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Obra traz verbetes recorrentes nessas áreas, fornecendo ao leitor subsídios básicos e abrangentes para o entendimento do assunto

Uma vez que a educação, a escola e a universidade são agências de formação humana desta nossa civilização, parece necessária a uniformização semântica de termos decorrentes das mudanças no processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma, a Papirus lança Dicionário crítico de educação e tecnologias e de educação a distância (736 pp., R$ 99,90), obra organizada pelo educador Daniel Mill, inédita na temática tratada, e que traz vocabulários específicos, com sua respectiva significação, sobre a relação entre educação e tecnologias.

“Trata-se de uma obra resultante de um projeto ousado e trabalhoso, mas gratificante pelo processo e pelos resultados”, conta Mill. “Também é um trabalho diferenciado do ponto de vista da forma de organização e desenvolvimento da obra: não foi tarefa simples a articulação do esforço de 189 pesquisadores, constituindo uma produção em rede, coletiva e colaborativa, resultando nesta obra com quase duas centenas de verbetes aprovados”, diz. “Os verbetes constituem textos simples, sintéticos e com alguma preocupação didática no tratamento do conteúdo, cuja finalidade principal é oferecer uma obra capaz de dimensionar as grandes transformações no ensino-aprendizagem, particularmente aquelas fomentadas pelo advento das TDICs”, explica o organizador.

Desse modo, espera-se que a mesma se torne uma bibliografia de referência para pesquisadores, gestores, educadores e demais interessados no tema. “Essa pluralidade temática e de bases que fundamentam a relação entre educação e tecnologias indica uma das riquezas da obra como produção transdisciplinar”, afirma Mill.

Organizado de forma didática, esse dicionário constitui um verdadeiro conjunto de saberes, no contexto da educação em sua relação com a cultura digital. O objetivo é despertar e aprofundar o interesse, crítico e reflexivo, pelo desvelamento do processo educacional no contexto das tecnologias digitais de informação e comunicação, com foco na melhoria da qualidade do ensino-aprendizagem, seja na educação a distância, seja na presencial.

Dicionário crítico de educação e tecnologias e de educação a distância é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, educadores, gestores, representantes do poder público e curiosos que se interessem pelas principais nuanças da relação entre a educação e as tecnologias, de modo geral e, particularmente, no âmbito da educação a distância. Enfim, uma obra a todos aqueles que pensam e fazem educação!

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Sobre o organizador:
Daniel Mill é doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-doutor com estudos sobre a gestão estratégica na educação a distância pela Universidade Aberta de Portugal. Atualmente é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde trabalha como docente e gestor de Educação a Distância (EaD). Nessa mesma instituição, é ainda membro do Programa de Pós-graduação em Educação e do Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade, além de liderar o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação a Distância. Também é membro do Grupo de Pesquisa sobre Trabalho, Tecnologia e Educação da UFMG. Organizou os livros Educação a distância: Desafios contemporâneos e Polidocência na educação a distância: Múltiplos enfoques. Suas pesquisas e publicações têm como foco o tema trabalho, tecnologia e educação a distância, com especial atenção aos desdobramentos para a gestão, as linguagens/cognição e a docência na EaD.